O Product Owner nunca tira férias ! Relatos de uma Voluntária

Texto escrito por Juliana Xavier

Olá, meu nome é Juliana, mãe de duas meninas, uma com 14 anos e outra com 9 anos, além de tia de mais três meninos, com idades de 8 anos, 9 anos e 11 anos.

Após atuar por mais de 20 anos na área de TI, nesses últimos 04 anos, estive dedicada exclusivamente ao desenvolvimento das minhas filhas. Agora, estou retomando minhas atividades profissionais, realizando uma transição de carreira.

Conversando com uma amiga de RH ela comentou sobre as metodologias Ágeis (Kanban, OKR, Scrum, Design Thinking). Já tinha ouvido falar sobre, mas muito superficialmente. Comecei então a minha busca por novos conhecimentos e aperfeiçoamento. 

Fiz muitos cursos ruins, encontrei muitos profissionais mais interessados em vender cursos e certificação do que ensinar o que são as metodologias Ágeis. Nessa busca, conheci a APC – Agile Practice Center – e me cadastrei para ser voluntária do instituto.

Comecei a participar e me envolver nas atividades desenvolvidas por eles, das trocas de conhecimento e discussão diárias, cursos ricos em conteúdos, mentorias e muito mais…  Porém, o que mais me chamou a atenção foi conhecer profissionais qualificados e APAIXONADOS pelo que fazem, e estão dispostos a ensinar, compartilhar e multiplicar este conhecimento, e a paixão por SER ÁGIL.

E desde então minha vida tem sido assim… Praticando no dia a dia a visão ágil, em diferentes âmbitos:

Estava de férias na praia, com minhas filhas e sobrinhos, tomando sol e lendo um bom livro sobre scrum, e, de repente, as crianças começaram uma discussão. 

Interrompi minha leitura para observar o que estava acontecendo… Bento, meu sobrinho do meio, estava fazendo um buraco, enquanto Vicente, seu irmão mais novo, pretendia participar da brincadeira, todavia, do seu modo, e foi aí que a confusão começou. 

Lembrando que poderia fazer da brincadeira um aprendizado e utilizar os conceitos estudados por mim, também ali, propus-lhes a seguinte brincadeira:

Expliquei ao Bento que ele era o dono do produto, o Product Owner, portanto, e, portanto, responsável para explicar ao irmão, Vicente, o que estava pensando para aquele buraco, que sinceramente parecia-me tão somente um buraco (rsrsrs). Já que Vicente não tem uma bola de cristal para adivinhar pensamentos e então, para isso, era imprescindível criar um backlog, que nada mais é do que elencar todas as suas necessidades e priorizá-las. 

Neste backlog deveria conter as informações de como seria o buraco e a ordem ou fases de como seria executado, que seriam as sprints de trabalho.

Time Scrum

Expliquei ao Vicente que ele seria o Scrum Master, portanto, responsável em entender as etapas do buraco e passar para o time de desenvolvimento executar.  

João, meu sobrinho mais velho, Anna Julia e a Giovanna, minhas filhas, integrariam o time de desenvolvimento, que também possuem autonomia para reportar qualquer dificuldade ou ajustes de melhorias com relação às sprinters determinadas pelo Bento (product owner), necessárias as Dailys – pequenas reuniões para alinhar a execução do produto (buraco) … 

Não é que o resultado foi fantástico? A turminha conseguiu entender de uma forma rápida e bem prática o método Scrum, que, na prática, se tornou a brincadeira deles. Para mim mais uma grande lição, #Scrum não é apenas uma ferramenta ágil, e sim um estilo de vida.

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